Guilherme da Silva Ferreira, mas conhecido como Índio, nasceu no dia 23/02/1979 na cidade de Nísia Floresta, filho de Nair Marinho da Silva e de Emanuel da Silva Ferreira. Tem 5 filhos e hoje é casado com Luana Gadelha que ainda não tiveram filhos no relacionamento.
O jovem Índio estudou até a 7ª série do ensino fundamental na Escola Estadual Nísia Floresta. Aos seis anos de idade, deu os primeiros passos para sua carreira de escultor recolhendo, na rua em que morava, pedaços de argila que se desprendiam dos pneus dos caminhões que por ali passava todos os dias vindo das olarias de cerâmicas onde fabricavam telhas e tijolos. A argila foi a sua primeira matéria prima do que seria no futuro a sua profissão. Modelando este barro ele brincava e era incentivado pelos amigos para os quais confeccionava pequenas peças de brinquedos.
Na escola, teve pouco contato com atividades artísticas e não se recorda de ter visto nada que lhe sirva como referência para trabalho que desenvolve hoje.
O passo seguinte foi confeccionando esculturas de areia, entre os 9 e 17 anos de idade, nas praias de Camurupim, Búzios, Lagoa de Arituba e lagoa do Bomfim em Nísia Floresta.
Aos 17 anos consegue emprego na fábrica de Cerâmica leão do Norte, onde durante 6 meses aprimora sua habilidade na modelagem de animais e personagens de argila para decoração de casas e jardins sob orientação da ceramista e proprietária Marta Jobs Porfirio, a qual lhe serviu como sua primeira referência.
Aos 18 anos, resolve assumir suas próprias obras, e passa a aceitar convites para sair da cidade e fica temporadas fazendo pequenas esculturas de argila e abrindo letras. Ao perceber suas esculturas de argila se deteriorarem por falta de forno, resolve fazer um teste, produzindo-as com cimento e concreto. Sua primeira escultura nessa qualidade foi um “Cristo crucificado”, medindo 2x2m, para uma residência do Bairro Morro Branco em Natal, no ano de 1997.
Nessa Oportunidade’, ele conhece e acompanha por alguns dias o artista “Zaia”, escultor paraibano que ficou muito conhecido no Brasil por modelar em argila bustos de 50 cm em 30 minutos na sequencia conhece também o artista plástico escultor Potiguar “Jordão” pelo qual tinha muita admiração e apreço pelos seus trabalhos. Com este último manteve pouco contato durante a execução da escultura de uma sereia em um posto de gasolina (atualmente desativado) na praia de Barra de Tabatinga e isto foi o suficiente para o desenvolvimento de sua técnica de construção de esculturas com a introdução das ferragens para a sustentação.
Em seguida, recebe a sua primeira grande encomenda o parque dos tubarões de Tabatinga em Nísia Floresta onde passou dois anos confeccionando e usando estas construções como laboratório para as que se sucediam, assim ele construiu mais de 20 esculturas, despertando o interesse de outro parque aquático que surgia um Km à frente. Pontal de Camurupim na mesma cidade, (hoje chamado Serv Club), com mais de 30 esculturas entre os anos de 1997 e 1999.
A partir daí, surge uma sequência interminável de encomendas, estimadas pelo próprio artista em mais de 1000 obras nas quais ele utiliza uma variedade de elementos: ferragens, arame e telas aramadas, cimento, areia, concreto, pedras, tijolos e tintas, e, em raríssimas exceções, fibra, vidro e acrílico.


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