A espaçonave Chandrayaan-3, da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO, na sigla em inglês), estava em uma disputa com a Rússia para ser a primeira a pousar no polo sul lunar, uma região cujas crateras sombreadas contêm gelo de água que poderia suportar um futuro assentamento lunar.
Quando a notícia do fracasso da missão russa Luna-25 foi divulgada no domingo (20), a ISRO disse que Chandrayaan-3 estava a caminho de pousar em 23 de agosto.
A missão Chandrayaan — que significa "veículo lunar" em hindi e sânscrito — é a segunda tentativa do país de pousar no polo sul da Lua. Em 2019, a missão Chandrayaan-2 implantou com sucesso um orbitador, mas seu módulo de pouso caiu.
As imagens divulgadas nesta segunda-feira mostraram crateras na superfície da Lua capturadas por uma câmera projetada para ajudar a encontrar um local de pouso seguro para a espaçonave.
A missão lunar da Índia decolou em 14 de julho, e o módulo de aterrissagem do Chandrayaan-3 se separou do propulsor na semana passada.
"Se a Chandrayaan-3 for bem-sucedida, aumentará a reputação da agência espacial indiana em todo o mundo. Isso mostrará que a Índia está se tornando um player-chave na exploração espacial", disse Manish Purohit, ex-cientista da ISRO.
A missão também poderá aumentar a reputação da Índia de engenharia espacial com custos competitivos. O Chandrayaan-3 foi lançado com um orçamento de cerca de 6,15 bilhões de rúpias (74 milhões de dólares).
Uma missão bem-sucedida tornará a Índia apenas o quarto país a pousar com sucesso na Lua, depois da antiga União Soviética, Estados Unidos e China.
R7.com


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